Na vida como nos tachos, quem sou eu?

Mas afinal quem sou eu?



Umas vezes nem eu mesma sei. Outras, talvez, quem não deva ser. Mas afinal sempre eu.

Na vida como nos tachos vou cozinhando os aliments com o melhor que a vida me tem ensinado: amor e entrega. às vezes, a meio da coisa, o lume brando torna-se uma fervura crescente e "salta-se a tampa"... 

Desligar não é a solução. A teimosia e a determinação fazem-me continuar ainda que para tal precise , muitas vezes duma pitada de raiva ou de acrescentar umas sementes de mau feitio. Junto-o sempre, a olho, a ingredientes obrigatórios: amizade, carinho, compreensão, respeito, paixão, alegria, fé, inteligênciasinceridade, paciência e amor. Adiciono tudo isto a todos os dias da vida, misturo família e amigos a tudo o que me faz bem, junto tudo na forma do meu coração e levo ao lume de palavras, abraços e carinho.

Sirvo-os sem moderação. E o que conta é que seja lá qual for a receita há sempre o mesmo rendimento: porções de vida mais feliz!






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